QUEM É TERESA MARIA... Fragmentos de uma carreira

 UMA CANTORA INDEPENDENTE

A única luta que se perde é aquela que se abandona. É preciso insistir e nunca desistir, da mesma forma que só tem sentido viver, para servir”.

Por sua marcante presença de palco, determinada, autêntica e alegria contagiantes, Teresa Maria cativa as platéias para as quais se apresenta. Sua voz, poderosa e doce ao mesmo tempo expõe as contradições e a diversidade desse imenso Brasil e porque não de suas raízes e influências.
Sua interpretação é versátil, dinâmica, envolvente, cheia de personalidade caminhando com naturalidade em cada canção.

Suas influências são suas paixões: a paixão pela natureza; pelo samba jazz de Tânia Maria e Leny Andrade; pela força da eterna rainha do forró, Marinez; doçura nas composições de Roberto Carlos; pela força interior e garra de Elis; swing e ousadia de Jackson do Pandeiro; pelo saudosismo do rei do baião, Luiz Gonzaga; coragem e determinação de Chiquinha Gonzaga; suavidade de Maria Betânia; pela musicalidade de Lenine; interpretação nua, de Ney Matogrosso e outros.
Seu espírito viajante e guerreiro afirma que é cidadã do mundo, que sua casa é o palco, sua terra o universo, sua família todos os seres.
A marca dessa alagoana?   A coragem de expressar o que sente – a consciência de poder transformar, e assim poder servir sempre através do seu canto.

QUEM?
Teresa Maria (nome artístico) de Maria Teresa Resende Rodrigues nasceu em Pindoba/AL, no dia da comunicação, 05 de maio e cresceu em Maceió-Alagoas.
Mudou-se para o Rio de Janeiro, porém antes, viveu em Brasília e Cuiabá/M. Atualmente em São Paulo, totalmente comprometida com a música.

Seu contato com a música aconteceu antes da adolescência, influenciada pelo músico/irmão Juca. Costumava ver os ensaios da banda pela “brecha” da porta.  Foi assim que aprendeu a tocar a bateria e outros instrumentos percussivos, formando grupo de samba, onde ousava no cavaquinho. Ainda menina, escutava diariamente Orlando Silva, Núbia Lafaiete, Nelson Gonçalves, Dolores Duran, Carlos Gardel e outros mais – o rádio de sua mãe ficava ligado dia e noite.

Ainda não havia despertado para o canto, mas já escrevia poemas, contos e gostava de ficar observando “as cenas do dia a dia” para escrever. Viciada em leitura, costumava caminhar até o Colégio lendo José de Alencar e Machado de Assis.
O palco lhe era mágico desde os primeiros “grêmios” no Colégio, como oradora de turma, como baterista nos festivais estudantis. Sua proximidade com os palcos se seguiu inclusive na sua jornada como funcionária e profissional liberal em cerimoniais, locução em eventos e concursos.

Na maioridade seguiu para o serviço burocrático, “mas seguro” para garantir a sobrevivência. No seu Universo burocrático, de professora, bancária, assessora de imprensa, comunicadora dentre outros a música e as artes no geral sempre teve seu espaço. Foram muitos festivais, shows, pocket shows e poesia ou exposições, teatro etc. Por mais da metade de sua vida dividiu sua arte entre o “palco e o birô”.

Por anos acumulou contos e poemas, mas quando descobriu realmente que o canto movia sua vida para um universo de calma, de amor, de plenitude e felicidade começou a transformar alguns poemas em canção, mesmo sem a experiência musical e prática de um compositor. Começou a compor pelos sons que vinham da alma e do coração a partir de suas poesias.  E nesse processo descobriu sua verdadeira vocação.

Em Maceió cantou nos “farinheiros”, circos e depois pela vida
Ainda cedo cantou em muitos palcos e “farinheiros” (palcos improvisados após as feiras nos mercados de cidades do interior de Alagoas e Pernambuco) como vocalista das bandas de bailes Dinamite e Arco Iris, dirigidas pelo irmão e guitarrista Nereu Resende para manterem as despesas da família. Fazia o repertório de A até Z, nos estilos e ritmos do momento.
Sua paixão por instrumentos percussivos a levou para a bateria, sendo muito requisitada para festivais e eventos do Colégio Bom Conselho em Maceió.
O circo teve forte influência na vida dos irmãos, que de artista, músico e mágico passaram a proprietários. Única mulher na trindade masculina ela não poderia ficar totalmente fora dessa realidade, tocou bateria e foi “auxiliar de palco” para as apresentações do mágico Adeilton Resende. A liberdade de fazer arte os movia.

A partir da maioridade, seguiu carreiro solo e montou sua própria banda assinando a produção e direção, deixando os bailes para trás decidiu fazer shows com repertório de sua escolha e não mais do público dançante de antes. O que ganhava no emprego formal lhe permitiu investir na música, montando seu próprio estúdio para ensaios.
Sua presença era uma constante nos grandes shows e eventos comemorativos de Maceió, culturais, sociais ou de cidadania. Participou de muitos festivais como compositora e intérprete e promoveu cidadania a partir da música.
Criou o Projeto Todas as Mulheres pela vida, que reunia cantoras para realizar shows em benefício de crianças carentes.

O primeiro CD
A cantora assinou a autoria das canções do seu primeiro CD lançado em Maceió. Para ela uma experiência dura pelos contratempos que enfrentou devido a inexperiência com as etapas da produção musical e artística, e sem contar com a parceria profissional devidamente qualificada apesar da estar acompanhada de bons e competentes músicos. Foi para Recife em busca do conhecido estúdio Somax para colocação de vozes e mixagem, antes, porém, procurou o conhecido Zé da Flauta em seu Estúdio, de quem se tornou amiga, pois a fez rir muito da “pegadinha” que o destino lhe pregou. Ao ouvir o material do disco gravado numa fita de vídeo que recebeu do responsável pela gravação, se ouvia apenas comerciais e publicidades diversas. “O cara deve ter trocado a fita, liga pra ele, ria Zé da Flauta” - por fim, o cara gravou comerciais sob a fita e cobriu toda a produção do CD já gravada... Faz idéia?

Como o lançamento já havia sido anunciado, não foi possível esperar e na pressa, novo material gravado retornou ao estúdio Somax /RE onde foram feito os “remendos” possíveis, porém o resultado foi prejudicado. O produto final não agradou a cantora em nada, inclusive não conseguiu nem mesmo cantar suas canções. Mas a lição ficou. O lançamento também foi interrompido, pois os ventos do destino levaram a cantora embora de sua cidade definitivamente. (Essa passagem da vida da cantora foi registrada a pedido da mesma para alertar o cantor e iniciante que pesquise, avalie qualidade e responsabilidade na escolha do produtor de seu CD.)

No Rio de Janeiro faz shows pela vida para crianças da Rocinha
 e assina nome artístico Teresa Maria
A mudança no nome veio pela necessidade de seguir a carreira de cantora e compositora, não mais dividida, porém, inteira. Passou a assinar como cantora – Teresa Maria.
Buscou aprimoramento para a carreira artística e novas técnicas para expressar seu canto, sua verdadeira essência.
A convivência e parceria com o músico e arranjador Saboya Junior, lhe permitiu novos aprendizados e formação musical.
Sua avidez por novos aprendizados a levou em peregrinação por cursos, congressos, curiosidades de voz e canto, aulas de técnica vocal e canto, conhecimentos teóricos e práticos na suas mais diversas vertentes de escolas e estilos. Passeou do lírico ao popular, pelos Conservatórios e também com vários profissionais no Rio, seguindo por São Paulo e Montevidéu. Segue com estudos e pesquisas no campo da voz, do canto e suas técnicas, agora associados à prática de Hatha Yoga e meditação.

Movida pela paixão por cantoras como Etta James, Tânia Maria, Laura Fygi; Cesária Évora; Tina Turner, Leny Andrade e outras, Teresa Maria sempre desejou explorar a região grave de sua voz e buscou aulas junto ao preparador vocal Felipe Abreu, por quem tem grande admiração .
Atualmente busca o equilíbrio entre o grave, doce e leve junto à sensualidade que já lhe é peculiar, como pode se observar no novo CD da cantora.

Aprendeu a cantar suas raízes nordestinas – forró, xaxado, baião, coco... No Rio de Janeiro
É pouco incomum ouvirmos que uma cantora nordestina aprendeu a cantar suas raízes no Rio. É verdade, pois nos tempos de baile, poucas canções desses ritmos eram exigidas.
Foi com Seu Zé Pretinho, guitarrista que tocou com Jackson do Pandeiro e Seu João / sanfoneiro dos tempos de Luis Gonzaga que Teresa Maria preparou seu primeiro repertório exclusivamente nordestino, pois desejava gravar um novo CD totalmente de raiz. Fez shows e participações com trios de Forró pela Feira de São Cristóvão/RJ, onde seus mestres também se apresentavam.

Foram dias e dias, relembra a cantora em suas histórias, no home estúdio em Copacabana tocando e cantando com seus mestres até pegar a verdadeira levada do forró e afins. Desses encontros, com a produção de Saboya Jr, surgiu um Demo com 06 canções – O Chiadinho da Chinela, que lhe rendeu vários shows pelo Rio de Janeiro. Não se duplicou o CD para não repetir as experiências em sua forma original, era preciso fazer do “seu jeito”, misturando, experimentando.

Teresa Maria lança CD no RJ - Um CD de músico para músico, de letras autorais e irreverentes
Seu terceiro álbum - Teresa Maria - produzido e arranjado pelo músico Saboya Jr e contou com músicos cariocas consagrados em trabalhos com grandes divas da MPB como o guitarrista Valter Villaça e Fernando Vidal, o percussionista Jovi Joviniano e Durval Pereira, Fernando Morais nos teclados; os bateristas de Bedak e César Machado, o sanfoneiro Zezinho Preá e o saxofonista José Carlos (Bigorna). A produção e gravação foram do engenheiro de mixagem e masterização Rodrigo Lopes no estúdio Vison e distribuído pelo site da cantora e em lojas na capital do MERCOSUL.

Todas as canções são inéditas de autoria da cantora em parceria com Saboya Jr. com letras irreverentes e temas sobre as problemáticas constantes do nosso país – A Fome Brasileira, que destaca no samba É BRINCADEIRA, selecionado em vários concursos e festivais como Prêmios FEBRABAN realizado na casa de shows Credicard Hall/SP e pelo Exposamba/SP, no Tom Brasil. A música Maria Brasileira também é sucesso no Uruguai.

O CD resume uma mostra de ritmos brasileiros em fusão com sons contemporâneos diversos.
A canção Ordem é Progresso? De letra forte, que leva a reflexão, também foi selecionado no prêmio FEBRABAN Brasil realizado na casa de shows Tom Brasil.

A criatividade e coragem da cantora com o apoio do Produtor levou o CD mão a mão às centenas de rádios independentes e oficiais, em 2006, num trabalho árduo, comum aos artistas independentes. Do Rio a Maceió e do RJ à Montevidéu/UY. Nessa caminhada a experiência em assessoria de imprensa a levou para muitos programas em entrevistas e apresentações pockets ao vivo.

Foi em função dessa necessidade de levar a sua música para o mundo, que o site da cantora www.teresamaria.com.br foi o segundo mais acessado do Google, tendo vendido CD pela internet, em 2006, até para Israel, Japão, Dinamarca, Portugal, Alemanha, Canadá, Holanda, EUA, Reino Unido, França, Estônia, Suíça, Argentina, México e Uruguai além de inúmeros registros de músicas baixadas em diversos países, conforme estatísticas l e fruto de trabalho intensivo, corpo a corpo, dia a dia, show a show, sem nenhum patrocínio e apoio.

A partir desta etapa, novos rumos do destino tiraram a cantora e compositora de seu universo, lhe devolvendo ao palco cerca de três anos depois.

Música Pela Vida... Ajudar é aprender - o slogan do Projeto Yam/ SP (www.projetoyam.com.br)

Aprendemos mais do que ajudamos a cada gesto de servir, acredita e pratica a cantora. Ganhamos muito quando oferecemos, afirma.

Começou ainda em sua terra natal, Maceió/AL com o Projeto Todas as Mulheres pela vida, reunindo cantoras para shows em troca de leite destinado a creches públicas de crianças especiais e carentes
O Projeto Música pela Vida reuniu artistas independentes no Rio de Janeiro para shows em troca de material escolar, curativos e alimentos. Oficinas de músicas foram oferecidas em espaço cedido pela Caixa no centro Carioca cumprindo assim, parte da sua aspiração em socializar crianças da favela – Todo o piloto atendeu as crianças do CIEP Bento Rubião na favela da Rocinha (maior favela da América Latina).
Na capital do MERCOSUL, o Espetáculo pela Vida convidou também artistas daquele país na arrecadação de livros infantis para escolas públicas, e apoiou evento em benefício de pessoas com síndrome de Prader – Willi –(SPW) no Parque Ribera em Montevidéu, dentre outros com apoio do Clube Brasileiro e INJU - Instituto da Juventude (MIDEA).
Em São Paulo, O Musica pela Vida, mesmo sem se identificar, reuniu 21 artistas e banda para shows em benefício de portadores de necessidades especiais no Pequeno Cotolengo SP (www.cotolengosp.org.br), e segue oferecendo iniciação no canto ao grupo e fazendo pesquisas do quanto a música pode melhorar a qualidade de vida desses deficientes.
No RJ e SP, O Música pela Vida foi a diversos abrigos e Casas de Acolhidas, na forma mais individual ou em pocket para cantar com idosos e carentes, num repertório especial para esse público.

Na capital do MERCOSUL
Em Montevidéu a ousadia extrapolou a barreira do idioma e num estreito intercâmbio cultural a cantora e o músico Saboya Jr em 2005/2006 montaram banda para a temporada de show e lançamento do CD Teresa Maria composta de músicos uruguaios. Em 2012 a cantora retorna em duas temporadas dessa vez, dividindo a direção e a produção musical de seus shows com o baterista e percussionista Eduardo Elissalde, da banda Abuela Coca, com mais de 20 anos de sucesso em todo o mundo, também com larga vivência de ritmos brasileira.

Fez shows e mostras de música brasileira em praças públicas, em inaugurações de conjuntos habitacionais, na LBV, no Centro de Idiomas Português/Espanhol, Pubs diversos, Teatro Agadu, no Clube Brasileiro e na conceituada Sala Zitarrosa, dentre outros e nas Carpas (espécie de palco coberto na orla) na região de Punta Del Este.

O novo CD - Um Projeto – uma nova proposta de MPB – XOTE PRA LAD CHIQ
O último CD “Teresa Maria”, independente e autoral, fez sucesso também na capital do MERCOSUL, dentre outras vizinhas, considerando a riqueza dos ritmos brasileiros nele contidos como samba, baião, ciranda, frevo, xote e outros. Em junho deste ano, 2012, ela foi convidada também, a fazer uma mostra dos ritmos do nordeste no Clube Brasileiro em Montevidéu, tamanho o sucesso alcançado em suas temporadas anteriores, quando não somente cantou, mas tocou zabumba, triângulo pra garantir o swing do nosso forró, uma vez que estava com uma banda totalmente composta de músicos uruguaios, inclusive o sanfoneiro, Matias, que morou no Brasil.
Dando continuidade a essa mostra de ritmos brasileiros a cantora iniciou as pesquisas de um novo repertório e possíveis fusões em SP durante dois anos, ouvindo e apreciando os mais diversos shows, especialmente o instrumental, seja de artistas renomados ou independentes.  Decidiu optar pelo Xote, desafiando torná-lo um estilo tão elegante e apreciado quanto à bossa, o pop, e os clássicos românticos da nossa MPB.

A parceria necessária para um novo Projeto já desenhado em muitas linhas.
Ela foi na origem de suas raízes buscar a parceria certa para essa nova produção.
Quem viveu tamanha diversidade e fusões de ritmos desse gigante Brasil que passeou pela world music, explorou novas possibilidades no jeito de fazer música, diferente...? Marcos Farias - para a produção, direção musical e arranjos. Considerando sua inigualável experiência com fusões, grande vivência com música brasileira e intimidade sem igual com ritmos nordestinos além de sua comprovada habilidade no jazz, soul, e outros.  Pianista e sanfoneiro, filho de Abdias dos oito baixos e da cantora Marinez, a rainha do forró, afilhado de Luiz Gonzaga, e maestro formado na Escola Nacional de Música do Rio de Janeiro, cujo currículo consta a direção e produção de artistas nacionais, como Elba Ramalho, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Gilberto Gil, Biafra, Tim Maia, Dominguinhos, Genival Lacerda, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, os 50 anos de forró de Marinez além de outros também internacionais. Indiscutivelmente não poderia fazer outra escolha. Além de amigo e parceiro com uma habilidade maior, a humildade e amor ao próximo. Também seu incentivador no Projeto.
Do músico de bossa, do flamenco, do jazz, do blues, do baião e xote, da murga, do samba e do clássico ao popular, Teresa Maria juntou um time, dos mais diversos lugares para fazer executar e explorar as melodias leves para namorar.
O Maestro Marcos Farias também toca piano/teclados e acordeom em todas as faixas do disco. O CD tem ainda a participação especialíssima dos músicos Dudu Lima (JF/MG) no contrabaixo acústico e flats; Jeferson de Lima (SP) no violão flamenco; Danilo Pinheiro (Barcelona), Agilson Alcântara e Dennes Souza (Brasília) nas guitarras e violão; Melk Rocha (SP) na gaita; Durval Pereira (RJ), zabumba e percussões; Eduardo Elissalde (Uruguai) e Davi Farias (Brasília) na bateria, e quarteto de cordas; voz e co-produção musical de Teresa Maria. A Mixagem é de Marcos Farias e a Masterização de Walter Lima e Ted.
Todas as letras trazem romantismo, amor, paixão, porém com alegria, com prazer, que se misturam na voz forte, delicada e sensual ao mesmo tempo da cantora, fazendo do CD um presente para todos os apaixonados e para os que desejam se apaixonar.
O CD Xote pra lad CHIQ com 12 faixas tem 05 composições autorais e interpretação de 08 canções de sucessos no mundo, como Esse seu Olhar, de Tom Jobim, ganham uma nova roupagem e quase como deslizando se entrega ao balanço aconchegante do Xote. Solamente una Vez (Augustin Lara) é levada de um jeito muito apaixonado e caloroso pela gaita. De Ivan Lins, Vitoriosa recebe a influência do baterista uruguaio e do guitarrista brasileiro erradicado há mais de 14 anos em Barcelona. O Xote de Jorge de Altinho tanto tempo há tanto amor, ganhou uma pegada leve que nos faz flutuar. Mas a ousadia do disco vai além nas canções autorais, todas embaladas pela suavidade, e cumplicidade entre a sanfona e o piano, que se tornam par romântico, observados pela cantora que passeia leve e suave por cada nota. Em Alma Cigana que abre o disco, o violão flamenco parece pulsar suas cordas num corpo em chamas, diz ela, enquanto canta e mais ainda quando escuta. De sua autoria também, Inexplicável é doce, e assim define o amor, embalada pela leveza e habilidade ímpar de Dudu Lima no baixo fretless; ”Me diz qual é a tua?”, é o refrão de mais uma autoral, E então, de apelo forte como numa relação ainda indefinida, e com uma sonoridade do pop somada à concepção do xote. Desculpe o auê fecha o disco num gostoso xote pé de serra. E segue nesse balanço CHIQ as canções Sabor a mi, Cheiro de amor e Vê se tem pena de mim.
Com instrumentação elegante, e refinada, o CD XOTE pra lad CHIQ apresenta o Xote como a cara do Brasil, rico em toda a sua diversidade musical, sem perder sua essência. Quem assina o Projeto Gráfico e Design é o designer gráfico Thiago de Resende que segue uma tendência moderna e  CHIQ, com fotos de Karlis Smits.
Como costuma repetir o maestro Marcos Farias – “O XOTE pra Lad CHIQ é Xote na concepção e CHIQ na instrumentação”, e a cantora Teresa Maria completa: “Pra ouvir, dançar e se apaixonar, pelo outro, por você, e pela vida.”
Distribuído pela Tratore, que apoiou a cantora desde o início dessa Produção, o CD está sendo oferecido por  todo o mercado de venda física e on line em todo o Brasil e alguns países. Para saber onde encontrar o CD, basta acessar - http://www.tratore.com.br/um_cd.php?cod=7898474807477.

Segue independente

Com quatro CDs gravados, totalmente independentes e autorais, a cantora segue sua trajetória sempre fazendo do seu canto, seu maior instrumento em benefício de muitos seres.

Palavras da cantora
“A música e a liberdade de expressá-la do meu jeito, me permitem vivências indescritíveis a cada Palco, em cada álbum, mesmo nos erros aprendo sempre.

Todo artista precisa de apoio e bati em muitas portas que se mantiveram fechadas e nem mesmo por isso desisti, pois acredito que o desafio maior da vida é persistir, jamais desistir. Que posso chegar onde quero, e para tanto não posso parar, tenho de seguir. Cheguei ao quarto álbum com a coragem e determinação que me fazem caminhar cada dia como um novo dia.

Sempre tive a consciência de pode transformar através do meu canto, em benefício de muitas causas, em especial pelos menos favorecidos sem considerar qualquer fronteira.

Ainda sigo acreditando que em algum atalho dessa prazerosa jornada eu possa encontrar as parcerias certas, que me permitam ampliar mercados para minhas canções e aumentar o universo de pessoas que curtam comigo cada show, cada álbum e assim possamos beneficiar a mais e mais seres. “(Teresa Maria)

Produção Teresa Maria
produção@teresamaria.com.br
http://www.facebook.com/teresamariabr.oficial?ref=hl
http://www.youtube.com/user/TeresaMariaMusic
www.teresamaria.com.br